O coração comunista
Nasci no Brasil e cresci nesta terra brasileira, no período histórico da Guerra Fria, ou seja quando o mundo se dividia entre os dois sistemas capitalistas e socialistas. O socialismo que foi um regime adotado na União das República Socialista Soviética-URSS, que hoje foi extinta desde 1989, quando no Período de Mikhail Gorbatchov, aquele presidente, adotou um programa de reestruturação, chamado Perestroika, e um período de transparência intitulado Glasnost, na qual o país passou a caminhar numa reestruturação capitalista. Enquanto isto o regime capitalista que foi adotado pelo Estados Unidos da América defende como sempre o capitalismo, um regime fundamentado na exploração dos seres humanos por outros seres humanos assim como a exploração de uma nação sobre a outra, causando um processo de desigualdade, no mundo assim como um desequilíbrio social entre nações pobres e ricas. E naturaliza a misperia a desgraça e fomenta o conflito por todo o mundo.
Portanto a chamada Guerra Fria foi um conflito político e ideológico iniciado entre 1947 a 1991 e que marcou pela polarização no mundo em dois blocos, foi um período de tensão geopolítica que abrange a Doutrina Truman de 12 de março de 1947 a Dissolução da União soviética em 26 de dezembro de 1991.
Nestes dois blocos havia países que aliava-se a um contexto ideológico, social, econômico e assim desenvolvia mantendo o que muito tempo chamou-se de Cortina de Ferro, uma expressão usada neste período de Guerra fria, para manter a a barreira ideológica principalmente no continente europeu que de se dividiu em Europa Oriental e Europa Ocidental. A Oriental sob o manto soviético e a ocidental sob o olhar estadunidense.
Como nasci no Brasil um país que aliou-se aos Estados Unidos da América, exatamente num contexto de dependência, político, financeira, econômica, cultural, ou seja o Estado estadunidense foi o país imperialista que ditou as normas e o processo a ser seguida o que chamamos de Consenso de Washington.
E por outro lado aprendemos na escola que historicamente os Estados Unidos da America por dois instrumento ideológico um foi a Doutrina Monroe, quando o presidente estadunidense James Monroe enviou a mensagem ao congresso em 2 de dezembro de 1823 em que estabeleceu que a Europa não poderia e não devia intervir no Continente Americano. com o slogan a América é dos Americanos. E outro instrumento foi a Doutrina manifesto um termo criado pelo jornalista John Louis O' Sullivam em 1845 na qual os Estados Unidos deveria expandir até as Costas do Pacífico e isto faz-nos lembrar dos nossos filmes de cowboy dos nossos gibis, em que os americanos lutavam contra os indígenas e contra os mexicanos. Pois a ideia era que os Estados Unidos deveria civilizar os povos. E neste contexto temos Napoleão oferecendo a Louisiana, pois precisava de dinheiro para a dominar a Europa depois os Estados Unidos interessou por Oregon depois lutou e dominou indígenas e 0cupou parte do território mexicano e assim por diante. Com isto o processo imperialista por aqui foi como um estralar de rei. E toda a América Latina curvou-se.
Porém houve países que alinharam se ao marxismo leninismo, conforme determinou a Terceira Internacional socialista, ou a quarta Internacional socialista, e com isto vimos desenvolver os Estudos marxistas e nisto adotarem neste países a ideia da solidariedade entre os povos a fraternidade entres todos os seres humanos, o respeito e a internacionalização, assim como o desenvolvimento do anti capitalismo. E neste contexto vários países da Europa teve a experiência socialista, vários povos da África e também da América Latina como Cuba, que passaram a ter um olhar fraterno sobre todo o mundo.
Porém a ideologia marxista passou a ser difundida por todo o mundo, assim como temos no Brasil, os partidos aliados a esse conceito ideológico nos Estados Unidos também temos comunistas. Eu recordo me que quando era estudante, li e fiz um trabalho na escola sobre o livro "A queda da América" do escritor Allen Ginsberg. E quando li a biografia dele, recordo que fiquei sabendo que a mãe dele foi do Partido Comunista Americano, e que morreu num hospital psiquiátrico. Bem não posso afirmar nada sobre as condições de saúde mental daquela senhora, porém o que sei é que no Brasil, muitos pensadores marxistas também tiveram fim, desta senhora. Outros foram torturados, outros foram assassinados e principalmente esquecidos.
Já no livro de Michael Denning "A cultura na era dos Três mundos", na página 181 encontro um texto intitulado "As condições americanas especiais": Marxismo e Estudos Americanos. E esse texto tem algumas frases, de certos autores em destaque como de Friedrich Engels de 1851 que trata destas condições americanas especiais. Outra frase de Robert Sklar que trata do problema para america nos estudos filosóficos de 1975. E outro trecho de Frank Lentricchia de 1983, que afirma a alma critica ativa nos Estados Unidos, de Emerson Barke, adere a partidos de um só porque lá nos Estados Unidos, que o poder critico floresce. em sentido limitado disse "É um livro marxista".
E neste livro há uma explicação de como entre 1960 a 1985 houve uma redescoberta do marxismo pela tradução e interpretação dos marxista ocidentais como Lukács, Gramsci, Adorno, Benjamim, Marcuse, Korsch, Althusser, Lefebre e até Sartre que não é marxista mas existencialista e cita Karl Marx. E aponta como é significativo a afinidade profissional da lingua e da literatura francesa e textos e teorias europeia é encontrado em periódicos como Telos, New German Critique e Semiotexte. Ao contrário dos poderosos impactos de marxista britânicos como E P Thompson, Eric Hobsbawm, ou Christopher Hill.
Mas tem um trecho neste livro a cultura dos tres mundo na página 200 em que Edward Said discuti a relação com o marxismo. e reluta em chamar de marxismo como outros escritores, mas dizem que devem tomar dos marxismo o que funciona e deixar o resto de fora, inclusive o anti americanismo. E por fim tem uma resposta do escritor Denning que diz "a única tradição do pensamento socialista, o marxismo continua a ser o corpo dominante e mais desenvolvido de teoria e prática nos movimentos socialistas. Por isso ele um discurso internacional e com um vocabulário internacional. Falado com a multipliciadade de sotaques nacionais e continentais, e permanece, para os socialistas como um modo de evitar os provincianismo de uma tradição americana. ..O marxismo oferece uma paradigma, uma problemaática, um discurso unido não por um dogma ou por um conjunto de suposições. No marxismo não é nem questão filosoficas eternas nem questão tecnica pragmáticas de ficiencia, mas uma questão levantada em última instancia pela emancipação, pela necessidade de uma compreensão critica do mundo.
Pois bem eu nasci neste periodo da guerra fria, aqui no Brasil, por aqui vi concentrar muita renda nas mãos de poucos e vi crescer a desgraça para muitos. Descobri sim que no capitalismo é que a miseria prolifera, que a violencia sempre aumenta, que a estupidez campea. Transformei em marxista ampliei a minha visão sobre o todo, sem fragmentar o meu coração que continua vermelho, solidário, fraterno, internacional e sobretudo comunista.
Manoel Messias Pereira
professor, poeta, jornalista
São José do Rio Preto -SP. Brasil

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