Crônica - A poetisa que eternizou-se Alto num profundo Silencio que ecoa até aos nossos ouvidos - Manoel Messias Pereira
A poetisa que eternizou-se Alto num profundo Silencio que ecoa até aos nossos ouvidos Socopé Os verdes longos da minha ilha são agora a sombra do ocá, névoa da vida, nos dorsos dobrados sob a carga (copra, café ou cacau – tanto faz). Ouço os passos no ritmo calculado do Socopé, os pés-raízes-da terra enquanto a voz do coro insiste na sua queixa (queixa ou protesto – tanto faz). Monótona se arrasta até explodir na alta ânsia de liberdade. Manuela Margarido Hoje recordamos a passagem para o mundo espiritual de Maria Manuela Conceição Carvalho Margarido da roça Olímpia da Ilha do Príncipe, nascida em 11 de setembro de 1925 em Lisboa, mas conhecida como poetisa são tomense. Foi filha de Hermengarda Lobo Carvalho uma professora mestiça filho de angolano e de uma indiana descendente da família Monis de Goa. E de David Guedes de Carvalho um juíz e membro da familia portuense Pinto de Carvalho de origem judáíca. Teve um irmão e uma irmã. No dia 10 de março de 2007, ela faleceu no Hospita...