A educação, um tema bom pra conversar
É sempre é tempo de falar um pouco sobre a Educação e o processo que leva ao desenvolvimento do ensino e aprendizagem, e as necessidade deste processo prover um olhar de felicidade entre educandos e educadores. É hora de definir que escola que queremos, que aspectos que proporciona a classe trabalhadora mais acesso a tal competitividade que o sistema do capital requer. E falo exatamente deste sistema, pois é ele que aqui no Brasil está instalado criando distorções, e um brutal fenômeno chamado desigualdade. E junto a esse grau de desigualdade, temos o preconceito, a discriminação, as orientações sexuais, o feminismo sendo bastante desrespeitados, as questões raciais num agravante crime a todos os instantes e as autoridade que deveria ser combatentes e competes, mostra-se frágil estupidamente anti-competente, pra não dizer criminosa no ponto de vista de quem pensa os direitos fundamentais de todos os seres humanos. E assim é o Estado brasileiro.
E diante deste quadro complexo que enxergo, penso que é preciso redefinir a função da escola na organização do trabalho. E neste sentido sigo a linha educacional do professor Miguel Arroyo, que fala a necessidade da reorganização das camadas subalternas, que necessita fazer de forma organizada uma pressão sobre os educadores para pensar e por em prática uma educação alternativa. Tanto de fora como de dentro do sistema. E desta forma vai sim em confronto com quem governa e com seus aliados da elite burguesa. Pois é necessário a invasão e a redefinição de um serviço que nunca foi e nem nasceu para ser deles diga-se isto é a "Escola".
Para isto é preciso organizar de forma urgente os movimentos populares de relevância, para a renovação da escola e dos educadores. Há educadores que parece vacas de presépios ou cães vira-lata, com as coisas que vem do Estado ele não discute, eles não opinam, portanto há um grau enorme da falta de diálogo e democracia, nesta relação educacional.
A renovação não virá pelas teorias pedagógicas, sociais, tradicionais e pela introdução de ideias sempre importadas e mal transplantadas e aclimatadas no modelo sócio-político brasileiro. E sim deve vir as mudanças à partir das contradições do sistema dentro dos interesses de classes. e a classe trabalhadora precisa orientar-se e pressionar a nível dos interesses de classe, que chegue até ao politico, cultural e educacional. Na educação não deve se ter reforma mas um processo revolucionário. e este é um desafio. Pois a escola precisa redefinir a função da escola na reprodução da organização do trabalho no processo produtivo.
E essa luta deve ser traçada em dois campos específicos, na organização do trabalho controlado pelo capital mas garantido pelo Estado. e no campo da escola controlado pelo Estado e seus burocratas, intelectuais, educadores e agora economistas.
Só que vejo as organizações dos professores apenas com reivindicações pra melhores salários e as análise feitas sobre a conjuntura e a realidade são sim superficiais. e a massa que podemos chamar de classe subalterna não se limita apenas isto. É óbvio que o salario é preciso ainda mais para uma classe esfomeada e triste como de educadores. Mas se pensar na classe subalterna para incomodar de fato na pressão no Estado e suas políticas isto poderá sim também refletir nos processo eleitorais. Do contrário os educadores e a população cava a sua cova.
Nos discursos políticos hoje parece que os tecnocratas, os ricos e os governantes estão do lado do povo, porém a pressão dos debaixo da medo e obriga a elite governativa a redefinir suas políticas. Embora quem pressiona estão sujeitos a repressão e violência de quem governa. E um governo violento, traidor de seus governados é um governo de covarde e é a grande maioria no Brasil.
E essa informação precisa vir da escola, dos meios de comunicação de que algo precisa acontecer ação, dos sindicatos de trabalhadores, do mundo dos intelectuais, ou sseja daqueles que tens consciência sobre o papel de quem governa, de quem é governado, de quem trabalha, de quem estuda e de quem ministra os estudos.
E enquanto nós sabemos que essa é a caminhada dos educando e dos educadores, trazendo a massa inclusive aqueles que herdarão o não saber literal mas que tens consciências de que é preciso mudar muita coisa.
Um dia um professor chamado Clark Kerr, que a Universidade começara a mudar com uma comunidade singular, Era uma comunidade portadora de alma, vale dizer de princípio central impulsionador, sendo a Universidade o alto poder protetor de todo o conhecimento. e esse professor era um liberal que dizia que o conhecimento útil era momentaneamente lixo.
Porém quando vejo a discussão sobre a educação hoje parece que querem uma educação útil para o mundo do trabalho e tenho certeza que nenhuma grande escola privada vai adotar o que dizia o liberal Kerr como o lixo. Portanto uma escola como a que fomenta o ensino útil, com todo respeito vai aos pouco transformando no próprio lixo até ser descartada. E hoje o que o Estado faz procura a terceirização vai prejudicar todo mundo até a privatização, e quem governa tenho certeza que leva por fora daí o interesse de quem governa que depois vai repassar o dinheiro dos impostos a uma série de empresa.
Vi uma reportagem muito antiga do professor Eduardo Diatahy B de Meneses num revista, em que ele dizia que a cultura brasileira apresentou uma relativa autonomia e fecunda riqueza no imaginário que inspirou as criações simbólicas, as poesias, as ficções, nas artes visuais na música e entretanto as nossas atividades sempre estiveram umbilicalmente ligadas as matrizes criativas estrangeiras e a criação de sábios de origens diversas que aqui vieram trouxe frutos de suas experiências.
Mas observo também as matérias de jornais que falam de educação no Brasil e li neste mês de julho de 2024 o texto da professora emérita FFLCH-USP, Doutora Maria Hermínia Tavares que trouxe a questão das " Escolas Reprovadas" que é o caso da tal Escola Cívico Militar, cujo a formação podemos ter assistidos as quantidades de estupidez que fizeram uma série de grandes fardados, da ala ideológica bolsonarista e do tarcisímo em São Paulo" Na onde ele pensa em retirar professores aprovados em concursos e colocar uma clientela fardada pra ensinar crianças e adolescentes. Até agora isto não teve um grito de resistência da sociedade. Pois talvez por falta de lideranças e de esclarecimentos. E sem pressão vamos cavar a própria cova para a educação e implantar talvez o ódio e a violência como desejam alguns.
Outra matéria do dia 13 de junho de 2024 do Estúdio Folha fala a seguinte questão "Quem faz Educação dificilmente fica sem emprego" e traz a matéria a necessidade de novos professores e a afirmação de que tem trabalho no país todo com um piso de R5.356,57, e que é preciso contextualizar os números, pois esse é um avanço que ameniza uma precarização histórica da profissão.
No dia 19 de julho de 2024 tem uma matéria na Folha em que consta que 54% dos estudantes tem baixa criatividade, segunda a PISA-Programa Internacional de Avaliação de Estudantes dados divulgado OCDE Organização para Cooperação e desenvolvimento Econômico. E disse que a média dos estudantes em outros países são de 33% com nível de pensamento criativo. Já no Brasil é 54% dos jovens sem desenvolver o pensar criativo. e dos 56 países avaliado o Brasil ficou na 44 posição atrás de países como Jamaica, costa Rica , Colômbia e Peru. E não adianta a Escola receber uma programação educacional deficitária, cujo o teor científico é reduzido quando não mascarado, exatamente pra colocar essa educação no lixo.
Nesta mesma data diz que o Aluno negro tem menos recursos tecnológico nas escolas conforme foi divulgado pelo Insper, com estudo tecnológico com desigualdade no Brasil do Censo escolar e do Saeb. Embora tenha avançado o negro e o pardo não tem como acessar as tecnologias. E compara dizendo que em 2019 os alunos brancos tinham nas suas escolas o acesso um pacote de itens tecnológicos. Essa distorção deveria ter um trabalho dentro da Secretaria da educação para por fim a essas diferenças, porém sabemos que o Estado visa tratar a questão da diferença social, racial, salarial e o processo de desigualdade num sistema formatado para deixar os ricos mais ricos e os pobre bem mais pobres. O sistema é o capitalismo o mesmo que operou a escravidão e que ainda tem no seu campo de segurança um tratado de exclusão social e violência contra esses meninos basta observar quem mais morre nas ruas, são garotos negros e pardos.
Outro tema é a terceirização mas eu vou deixar pra falar assim que tiver uma outra oportunidade, pois terá três tipos de escolas numa só rede. Acho bom todos ficarem alerta. Já que não tem ninguém e nem mesmo uma esquerda que pressione ou traga sociedade como promotora da transformação que se precise neste campo.
Na folhinha da folha de são Paulo, a professora Marcella Franco fala que o medo do primeiro dia de aula é tema de um livro.
Eu quando entrei no primeiro ano escolar em 1963 na Escola estadual Cenobelino de Barro Serra, fui com muito medo. Pois havia um rumor que se você errar qualquer coisa ou movimento será colocado ajoelhado sobre milhos. Hoje essa escola é uma Escola Municipal, e fui lá com esse medo mas não teve nada disto teve um bom acolhimento, professoras excelentes, lembro da dona Luizinha a primeira professora, dona Angélica Bello Scaarpelli, em 1964 uma senhora que tinha margarida plantadas na porta de casa e que sempre andava de branco, depois dona Magali Correa em 1965, dona Mariaelene, que foi um sonho como professora e educadora inspirei nela pra ser professor e depois fiquei doente e voltei na sala de dona Marcia Mendonça e Maria do rosaria Albano de almeida a Mariazinha. Nessa escola plantei a primeira árvore derrubada pra colocar um relógio de força, juntamente com meu amigo José Augusto Hidalgo. e dali tive boas lembranças e segui até ao 8 ano de ensino fundamental depois fui para uma escola particular, com o dinheiro que eu trabalhava pra pagar. E no primeiro vestibular passei e fui ser professor. O interessante é que sempre pensei neste medo assim que via um aluno e acreditava que pra ele também a escola era um bicho papão. Voltei na escola primaria para deixar um dos meus livros que escrei ao longo da vida "Narrativas Críticas da História" e estamos conversado.
Manoel Messias Pereira
São José do Rio Preto -SP. Brasil
Comentários
Postar um comentário