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Crônica - A poetisa que eternizou-se Alto num profundo Silencio que ecoa até aos nossos ouvidos - Manoel Messias Pereira

 



A poetisa que eternizou-se Alto num profundo Silencio que ecoa até aos nossos ouvidos


Socopé


Os verdes longos da minha ilha
são agora a sombra do ocá,
névoa da vida, nos dorsos dobrados sob a carga
(copra, café ou cacau – tanto faz).
Ouço os passos no ritmo
calculado do Socopé,
os pés-raízes-da terra
enquanto a voz do coro
insiste na sua queixa
(queixa ou protesto – tanto faz).
Monótona se arrasta
até explodir
na alta ânsia de liberdade.

Manuela Margarido


Hoje recordamos a passagem para o mundo espiritual de Maria Manuela Conceição Carvalho Margarido da roça Olímpia da Ilha do Príncipe, nascida em 11 de setembro de 1925 em Lisboa, mas conhecida como poetisa são tomense.

Foi filha de Hermengarda Lobo Carvalho uma professora mestiça filho de angolano e de uma indiana descendente da família Monis de Goa. E de David Guedes de Carvalho um juíz e membro da familia portuense Pinto de Carvalho de origem judáíca. Teve um irmão e uma irmã.

No dia 10 de março de 2007, ela faleceu no Hospital São Francisco Xavier em Lisboa, onde encontrava hospitalizada ela tinha 82 anos. Após o seu falecimento a sua cerimônia fúnebre foi  em Lisboa em Grande Oriente Lusitano.

Esse dia Lisboa ivia com um tempo climático extremamente seco, num mês caracterizado por valores médio da temperatura média do ar superior, aos valores médios, em quase todo o território.

O tempo nesta oportunidade foi inflênciado pela passagem de superfície frontais e neste dia específico influenciado por regiões anti-ciclonicas localizadas no Atlântico, embora se tenha influencia de um vale em altitude dias mais tardes.

Enquanto isto encerrava-se a vida de Maria Manuela Conceição Carvalho Margarido, a mulher poetisa que levantou a voz contra o colonialismo ela que se firmou em África, que falou contra o massacre de Batepá, perpetrado pela violência a miséria que vivam os são tomenses.

O massacre de Batepá, foi um momento violento tenso provocado pelo sistema colonial português em que passaram diferenças  de seres humanos como superiores e inferiores, e as vítimas foram os nativo foros. Mas também houve por parte das autoridades neste período de 1953. Além das pessoas que morreram nas fileiras dos carrascos os outros  que sofreram com tortura elétrica e com afogamentos, foi uma colonização que ninguém consegue entender ou engolir. E que nada tem de respeitoso e humanístico.

A poetisa considerada lírica, recordo de dois livros "memória da Ilha do Príncipe" e "Alto como o silêncio". Entre os papeis por ela desempenhado foi a de divulgação cultural de São Tome e Príncipe e foi considerada como um dos maiores nomes da poesia do lugar por Alda Espirito Santo, Caetano da Costa alegre, Francisco Jose Tenreiro. Foi membro da revista Atalaia do Centro Interdisciplinar de Ciência, Tecnologia e sociologia da Universidade de Lisboa (CICTSUL). E agraciada com grau de comendador da Ordem do Mérito pelo presidente de Portugal em 13 de fevereiro de 1996. Hoje o silencio fala alto. E nós recordamos a poetisa Maria Manuela Conceição Carvalho Margarido. Pela sua doce passagem em nossas memórias.


Manoel Messias Pereira

professor de história, poeta

São José do Rio Preto -SP. Brasil



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