‘Fascismo como nome correto’: Vladimir Safatle ministra aula magna na segunda, dia 2 de março
Filosófo é o quarto convidado do ciclo de conferências que comemora os 100 anos da Universidade
Por Redação

Na próxima segunda-feira, 2, a partir das 10h, o filósofo, músico e professor do Departamento de Filosofia da Universidade de São Paulo (USP) Vladimir Saflate vai ministrar a aula magna Fascismo como o nome correto, no auditório da Reitoria da UFMG, no campus Pampulha. O evento integra o ciclo de conferências UFMG Centenária – universidade e democracia, que celebra o aniversário de 100 anos da Universidade, que ocorre em 2027.
Safatle desenvolve pesquisas nas áreas da epistemologia da psicanálise e da psicologia, dos desdobramentos da tradição dialética hegeliana na filosofia do século XX e da filosofia da música. O professor é um dos coordenadores da International Society of Psychoanalysis and Philosophy, do Laboratório de Pesquisa em Teoria Social, Filosofia e Psicanálise (Latesfip) e presidente da Comissão de Cooperação Internacional (CCint) da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas (FFLCH) da USP.
O tema da conferência dialoga com o seu livro mais recente, A ameaça interna: psicanálise dos novos fascismos globais, que será lançado durante o evento. Na obra, Safatle defende a tese da existência de um fascismo estrutural, que ganha força em momentos de crise e refuta argumentos de pensadores progressistas segundo os quais o fenômeno seria decorrente da irracionalidade ou de impulsos descontrolados. Para o autor, a centralidade da identidade individual neoliberal cria condições favoráveis às dinâmicas fascistas contemporâneas.
Em entrevista concedida ao Portal UFMG em 2012, o professor falou sobre a importância da Filosofia no mundo contemporâneo, a expansão dos limites da identidade humana e a ideia de privacidade como uma ilusão do modo de vida burguês. Segundo ele, “a filosofia é um discurso que o Ocidente desenvolveu para dar conta das expectativas críticas em relação a nossos valores, normas e instituições, em várias dimensões da vida social – como experiência cognitiva, vida ética ou juízo estético.”
Além da conferência de Vladimir Safatle, o evento da próxima segunda contará com o lançamento dos volumes 1 e 2 da coleção O Centenário da UFMG, de autoria do professor João Antonio de Paula, do Departamento de Ciências Econômicas da Universidade. João Antonio já foi pró-reitor de Planejamento e Desenvolvimento e pró-reitor de Extensão da UFMG. A obra é publicada pela Editora UFMG.
O ciclo
O ciclo de conferências UFMG Centenária – universidade e democracia já reuniu a pesquisadora Margareth Dalcolmo, o jornalista Leonardo Sakamoto e o divulgador científico Atila Iamarino. A médica e pesquisadora Margareth Dalcolmo, da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), ministrou a conferência Brasil envelhece: cuidado como direito, em setembro do ano passado. Na ocasião, ela abordou a conexão entre envelhecimento, meio ambiente e desigualdades.
Em novembro, o jornalista e doutor em Ciência Política, Leonardo Sakamoto, participou do ciclo com o tema Falta amor no mundo, mas também interpretação de texto – redes, diálogo e direitos humanos no Brasil hoje.
O biólogo Atila Iamarino, por sua vez, esteve na UFMG em outubro e proferiu a conferência de abertura da Semana do Conhecimento UFMG 2025. Ele abordou temas como ciência, desafios climáticos e a comunicação de informações em tempos de redes sociais e IA.
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