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crônica - O Manifesto Comunista - Manoel Messias Pereira

 





O Manifesto Comunista


Quando lembramos do Manifesto Comunista, temos em pauta a vida de dois grandes seres humanos, Karl Marx (1818 a 1883) e de Friedrich Engels (1821a 1895) que coincide com os anos quarenta do século XIX era a época em que o capitalismo fora implantado de forma sólida em vários países europeus e também nos Estados unidos da América. Período de um grande impulso para a classe burguesa enquanto se desenvolvia uma nova classe como a operária industrial.

E em 1848 surge o Manifesto do Partido Comunista, na qual esses dois senhores Marx e Engels pronunciava a condenação do sistema capitalista. O manifesto foi um documento, que apresentava o aspecto de que essa sociedade alicerçada na exploração do ser humano sobre outro ser humano ou de um país sobre um outro país, teria o mesmo destino que teve o feudalismo quando houve o seu esgotamento e o sistema que imperou tanto na Europa quanto na Ásia cedeu lugar ao capitalismo. E portanto agora era o capitalismo, que deva ser substituído por uma sociedade sem exploração, nem salariato, a sociedade socialista que deve avançar com uma grande revolução para de fato consolidar com a sociedade comunista. Que como sabemos é fruto de uma evolução que nós não conhecemos pois o comunismo é uma tarefa ainda a ser construída.

O que temos é o desenvolvimento dos princípios filosóficos do socialismo científico pensado por Karl Marx e Friedrich Engels. Que já não se apoia em hipóteses mais ou menos plausíveis nem em desejos filantrópicos, mas numa sólida base científica, essencialmente filosfofica e econômica, como alias nos ensinaram V. Afanassiev, M Makarova, L. Minaiev. Uma doutrina que não procura embalar os seres humanos com promessas de um mítico paraíso celeste, nem com a consolação de um ser ou força sobrenatural. É uma doutrina que se funda na natureza terrena de nosso mundo, na realidade das leis objetivas da evolução social. Portanto O Manifesto tem essa característica o fim do Socialismo utópico e o principio do Socialismo Cientifico.

A filosofia do materialismo dialético e histórico, tomando a forma de uma concepção do mundo rigorosamente científica, que estabelece um visão perfeitamente coerente da natureza, da sociedade e das leis do seu desenvolvimento, das vias e dos meios para conhece-las, para conseguir as transformações revolucionárias. O postulado da base do mundo, a natureza, são realidades materiais, objetivas, o mesmo é dizer que existem fora da consciência que delas se tens. E que essa consciência é secundária derivada da matéria da natureza.

A filosofia do marxismo apresenta-se a concepção materialista dialética. As ideias da dialética, ciência do movimento e da evolução formam o seu núcleo de base e é também uma concepção fundamentalmente oposta tanto a visão idealista que postula a consciência, a ideia, o espirito na base de tudo o que existe como à da metafísica, que nos propõe um mundo inerte e imutável.

Pois bem a obra Suprema de Max e Engels foi a criação do Materialismo histórico, numa concepção da história  intrinsecamente materialista, que veio substituir o idealismo, segundo o qual a história seria movida pelas ideias e opiniões. E o que sabemos é que o percurso histórico do materialismo de Marx e Engels parte das evidencias; antes de ocuparem de política, de filosofia, ou de arte isto é, antes de ser entregue a uma atividade espiritual os seres humanos precisam num mínimo  bens materiais como alimentação, vestuário, habitação. Porém para ter esses bens o ser humano precisa trabalhar , produzir. e essas atividades laboriosas, esta produção material está na base do desenvolvimento social. E nisto podemos perceber que a história não é um conjunto de acasos mas, sim regulados por leis naturalmente necessário, caracterizado pela substituição de uns regimes social por outros mais evoluídos, sendo o seu elemento motor representado pela progressão da produção material.

A concepção é um socialismo cientifico na teoria marxista em que desenvolvemos a sociedade que desconheça a exploração e a opressão.

O socialismo científico encontra outro principio básico na teoria econômica dom marxismo, ciência que vai estudar as leis econômicas, que regulam a produção, a distribuição, a permuta e o consumo dos bens materiais nas diferentes etapas do desenvolvimento social. A chave da economia politica marxista é a teoria da mais valia, que demonstra o mecanismo secreto da capitalismo, revelando a fonte do lucro e da exploração capitalista. Na sociedade capitalista o operário não tem a propriedade dos meios de produção, pois a sua única e inalienável propriedade é a força de trabalho e a sua capacidade de trabalhar e produzir valores materiais. E para substituir precisa ir ao encontro dos que possuem os meios de produção. Isto é os capitalista vender-lhes a sua força de trabalho.

Quando Marx e Engels escrevem esse manifesto esse texto na integra foi assumido pela Liga dos Comunistas, durante o Segundo Congresso da Entidade no final de 1947, na cidade de Londres. A força do texto do Manifesto não está na sua apregoada cientificidade, mas no estilo literário, com a sua retórica persuasiva que tens o poder de encantamento similar a um texto sagrado.

O Manifesto ao descrever o capitalismo, o faz de forma apocalíptica. Mesmo sendo uma realidade objetiva Trata-se de um sistema transitório

Sabemos que o operariado e até mesmo a classe camponesa não é uma classe homogênea, muito menos com uma consciência de classe. Os trabalhadores são mãos -de -obras, que estão divididos em vários setores produtivo, nos quais se incluem executivos com altos salários, cujos os seus interesses se assemelham a de seus patrões. Por isto os partidos de trabalhadores e socialista lutam num regime democrático para realização de reformas mas não visando apenas reforma o que não vai ficar reformado, para tanto o pensar é revolucionar.

O Manifesto por isto precisa ser lidos e deve dar a conformidade com as possibilidades históricas. Com a coincidência da vitória histórica do proletariado e da democracia. E para tanto Marx proclama trabalhadores dizendo uni-vos. E esse é o enigma que os trabalhadores necessitam hoje acatar para sua redenção.




Manoel Messias Pereira


professor de história, poeta e cronista
Membro do Coletivo Negro Minervino de Oliveira
Membro da Academia de Letras do Brasil
São José do Rio Preto -SP Brasil





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