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Crônica - A mudança - Manoel Messias Pereira

 




A mudança


Caminhar, trocar passos ate, entrar em casa  e ali encontrar uma carta, talvez de um desconhecido, de um ser distante, num envelope amarelo escrito com letras de mão de uma caneta azul.

Na carta uma mensagem de paz, a ideia de uma viagem, de um sonho. A busca de uma mudança. E creio que há uma necessidade de mudanças.

Por ora vivemos quase que, tentando respirar com dificuldades, pois há um conjuntos de decisões políticas que não passa por nossos juízos de valores, que não estão nas nossas  mãos, mas de terceiros, pessoas desqualificadas mas que tem cargos públicos eletivos  embora finjam que governam. Enquanto isto ficamos aqui, examinando as estradas da vida, procurando trocar os passos em terras firmes e sem duvida, desconfiando-nos, de todas as decisões que aparecem nos cenários políticos, seja nos teatros de horror da Câmara dos Deputados, ou na do Senado. Ou da Presidência da República.

Uma mudança precisa ter o respirar de camaradas que caminham juntos, que lutam juntos, que bebem o vinho juntos, que canta a Internacional Socialista, que impunha a mão esquerda e grite força e ação na busca de um contexto popular. Que entendas que é preciso unir a classe trabalhadora, com uma agenda revolucionária, que possa de fato buscar a transformação socialista.

Para tal é preciso encontrar todos os nossos iguais, para sonhar em avançar para um nova sociedade, pois no sistema que vivemos já sabemos não há condições objetivas. E para tal é preciso o encadeamento universal e o desenvolvimento, e investigar todas as ligações gerais inerentes a toda a realidade e os traços mais gerais do desenvolvimento.

E a dialética é o desenvolvimento que ao que parece repete etapas já percorridas, mas a repetição doutro modo sobre a base superior ou seja a negação da negação, um desenvolvimento espiral e não uma linha reta, um desenvolvimento por saltos, catastrófico, revolucionário, rupturas na continuidade, a transformação da quantidade em qualidade, impulsos internos para o desenvolvimentos originados, pela contradição pelo conflito das diversas forças e tendências que atuam sobre determinados corpos ou dentro dos limites de  determinado fenómeno ou dentro desta sociedade, a interdependência, a ligação  estreita  e indissolúvel  de todos os aspecto de todos os fenômeno. Desta forma prevenindo a unilateralidade o aniquilamento mental, contra o dogmatismo ensinando a não retrair frente  as contradições , mas estudar à natureza, a encontrar  novas perspectivas, novas explicações mais profundas e complexa  na das interligações que existem na natureza e na sociedade.

E tudo isto pra dizer que não é preciso aceitar, as mudanças que fala -se hoje e muda-se noutro dia, de forma parece ser irresponsável e leviana. Vi a ideia de mudanças na educação, no ensino médio. Fala-se hoje e volta atrás noutro dia. Enfim o que acontece no Brasil é uma falta de planejamento, não se fez uma conversa descente com a comunidade escolar. Pois em muitas oportunidades , os poderes andam com  a ideia de que todos os legislativos falam em nome do povo. E por isto acho estranho, pois é impossível aquele que nunca viveu a desgraça conhecer a violência de um sistema capitalista para  aquele que não tem capital, fica sim extremamente fragilizado. Mas como bem pensou David Ricardo sobre os salários ou seja o trabalhador é para ficar nas mãos dos patrões e isto é  que levou Marx a tratar do que ele fala ser a  de mais valia.

Enquanto isto eu sonho em caminhar, trocar passos e ali pegar uma carta, talvez de um desconhecido,  de um ser distante, num envelope amarelo escrito a mão com uma caneta azul. E isto não é uma realidade, mais uma necessidade, que pode através de uma ordem revolucionaria, realmente transformar a realidade. Mas enquanto um sonho que parece utópico, mas somente parece, há necessidade da paz, de uma viagem ou talvez de um sonho de mudanças. é para tal precisamos mudar, de acordo com as necessidades  da coletividade.

Mas enquanto essa necessidade não ocorre, continuemos a respirar lentamente com dificuldades. simplesmente.



Manoel Messias Pereira


cronista
Membro da Academia de Letras do Brasil - ALB
São José do Rio Preto/Uberaba - Brasil




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